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O que a Johns Hopkins está fazendo com relação ao Zika Vírus

Muito ainda não se sabe sobre o Zika Vírus. Embora os pesquisadores da Johns Hopkins estejam investigando vários aspectos para aprender mais sobre a doença e seus potenciais efeitos. Aqui estão algumas formas em que os pesquisadores da Johns Hopkins estão contribuindo para esse esforço:

  • Rita Driggers, diretora médica da medicina materno-fetal do Hospital Memorial para Sibley, recentemente publicou um estudo de caso que destaca as mudanças no cérebro no feto infectado pelo Zika vírus. O estudo também sugere que o Zika vírus permanece no sangue da grávida muito mais tempo do que o esperado após a infecção do feto.
  • Os radiologistas pediátricos Thierry Huisman e Andrea Poretti estão colaborando com os médicos e cientistas no Brasil para entender o espectro dos defeitos do cérebro e os danos na criança com microcefalia associada com o a infecção pré-natal com Zika vírus. Esta colaboração resultou em uma recente publicação sobre as informações encontradas num TC de cabeça de uma criança com microcefalia e infecção congênita por Zika vírus. A equipe está atualmente avaliando as descobertas na ressonância magnética do cérebro em crianças com infecção pré-natal confirmada por Zika. Além disso, a equipe é parte de um consórcio internacional que tem por objetivo desenvolver uma plataforma on-line de compartilhamento de dados para imagens de cabeça de fetos e recém nascidos com microcefalia congênita e infecção por Zika vírus.
  • Os laboratórios de neurociências e cientistas de células tronco Guo-li Ming e Hongjun Song que simulam e estudam os efeitos do Zika vírus no desenvolvimento de cérebros usando células do cérebro humano cultivadas em laboratório a partir de células tronco pluripotentes induzidas. A pesquisa deles foi a primeira a sugerir que o Zika causa microcefalia por atacar as células troncos do cérebro conhecidas como células neurais progenitoras. O trabalho mais recente deles é centralizado nos “minicérebros”— minúsculos, com estruturas tridimensionais com muitas características do desenvolvimento dos cérebros humanos.
  • O neurologista Carlos Pardo-Villamizar é o pesquisador responsável por Neurovírus Emergindo no Estudo das Américas (Neuroviruses Emerging in the Americas Study) (NEAS) conduzido em vários centros médicos nas Américas Central, Norte e Sul. O estudo tem por objetivo melhorar o entendimento da relação entre o mosquito transmissor de vírus, tal como o Zika vírus, e as doenças do sistema nervoso, tais como a síndrome de Guilliain-Barre e microcefalia. Procura também estabelecer um registro compreensível de perfis médicos de pacientes no estágio inicial da doença neurológica associada com as doenças transmitidas pelo mosquito. O NEAS espera melhorar a forma como entendemos estas doenças e como podemos cuidar de pacientes infectados com elas.